Casimiro de Abreu

Canção do exilio

O poema Canção do Exílio, de Casimiro de Abreu, é uma paródia de Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, que começa com os versos "Minha terra tem palmeiras, onde canta o Sabiá".

Se eu tenho de morrer na flor dos anos

Meu Deus! não seja já;

Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,

Cantar o sabiá!



Meu Deus, eu sinto e tu bem vês que eu morro

Respirando este ar;

Faz que eu viva, Senhor! dá-me de novo

Os gozos do meu lar!



O país estrangeiro mais belezas

Do que a pátria não tem;

E este mundo não vale um só dos beijos

Tão doces duma mãe!



Dá-me os sítios gentis onde eu brincava

Lá na quadra infantil;

Dá que eu veja uma vez o céu da pátria,

O céu do meu Brasil!