Primeira geração

Gonçalves Dias

O Romantismo brasileiro teve como marco inicial a publicação do livro Suspiros poéticos e saudades, de Gonçalves de Magalhães. Não obstante, especificamente para a primeira geração romântica, os indianistas, um fato histórico tem importância fundamental para a consolidação do movimento: a chegada da família real portuguesa ao Brasil em 1808. A transferência da corte imperial lusitana para o Brasil promoveu, em terras tupiniquins, uma série de reformas, entre as quais vale ressaltar: Reclassificação do Brasil, que deixou de ser uma colônia de exploração e passou a ser um reino unido a Portugal; Criação da imprensa nacional, antes proibida; Consolidação do Rio de Janeiro como sede administrativa da Corte portuguesa; Fundação do Banco do Brasil, do Museu Nacional (incendiado em 2018), da Casa de Suplicação do Brasil (futuramente, transformada em Supremo Tribunal Federal), etc. Com tais mudanças na estrutura social, política e administrativa do país, o Brasil passa a ser encarado como, de fato, uma nação. Na linha dessas modernizações do Estado brasileiro, a primeira geração romântica surgiu como uma resposta poética a questões identitárias que passaram a surgir, procurando responder a questões como “o que é ser brasileiro?” ou ainda “qual é a origem mitológica do Brasil?

A primeira geração do Romantismo brasileiro tem como principal autor Gonçalves Dias, que escreveu poemas célebres como “I-Juca Pirama”, “Canção do exílio”,

A primeira geração romântica teve como foco de sua produção a figura do indígena como herói nacional. Também havia idealização da mulher e do amor. A poesia foi o principal tipo de produção desse período, ainda que haja prosas de destaque. Os autores buscavam enfatizar as transformações que estavam ocorrendo nesse período.