Terceira Geração
A Terceira Geração Romântica no Brasil é o período que corresponde de 1870 a 1880. Conhecida como "Geração Condoreira", uma vez que esteve marcada pela liberdade e uma visão mais ampla, características da ave que habita a Cordilheira dos Andes, o condor.
Nesse período, a literatura sofre forte influência do escritor francês Victor-Marie Hugo (1802-1885) recebendo o nome de "Geração Hugoana". Importante notar que nessa fase, a busca pela identidade nacional ainda continua, não só focada nas etnias europeia e indígena, mas também na identidade negra do país. A Terceira Geração Romântica apresentou uma poesia marcada pelo tom social e pela defesa da liberdade. Os poemas frequentemente denunciavam a escravidão e criticavam a violência sofrida pelos escravizados. A figura do poeta era vista como alguém que deveria falar em nome dos injustiçados, despertando a consciência do público e defendendo causas consideradas nobres.
A linguagem dessa geração era intensa, emotiva e grandiosa. Os poetas usavam exclamações, perguntas retóricas, imagens fortes e comparações de grande impacto. O objetivo era comover e convencer. Muitas vezes, os poemas pareciam discursos feitos para serem declamados em público, com ritmo elevado e frases carregadas de emoção.
Outra característica importante foi a valorização dos temas coletivos. Enquanto a Segunda Geração Romântica se concentrava no “eu”, nos sentimentos individuais e no sofrimento amoroso, a Terceira Geração voltou-se para o “nós”, para a sociedade e para as grandes questões humanas. O amor ainda aparecia, mas deixou de ser o centro absoluto da poesia.